Os professores fascinantes objetivam que seus alunos sejam líderes de si mesmos. Proclamam de diversas formas em sala de aula aos seus alunos: "Que vocês sejam grandes empreendedores. Se empreenderem, não tenham medo de falhar. Se falharem, não tenham medo de chorar. Se chorarem, repensem a vida, mas não desistam. Dêem sempre uma nova chande a si mesmos."

Quando as dificuldades abatem seus alunos, quando a economia do país está em crise ou os problemas sociais se avolumam, eles novamente proclamam: "Os perdedorem vêem os raios. Os vencedores vêem a chuva, e com ela a oportunidade de cultivar. Os perdedores paralisam-se diante de suas perdas e frustações. Os vencedores vêem a oportunidade de mudar tudo de novo. Nunca desista de seus sonhos."

Trecho do livro "Pais brilhantes, Professores fascinantes" de Augusto Cury. Vale a pena ler!!!

 

Um beijão para a galera do Pedagogia IV.

Oi Galerinha,

 Já estava com saudades... Espero que gostem dos textos que inclui, leiam e reflitam...

  Só estou um pouquinho triste porque a nossa professora Cibele vai nos deixar, mas desejo toda sorte para ela!

 Obrigada pelos comentários, achei o máximo!

Mil bjinhos,

  Lia

Aprendizagem significativa: saberes que ficam no coração.

 

Viver é compartilhar significados, é expressar os sentidos das coisas de tal forma que eles sejam compreendidos pelos outros. Por isso a insistência para que os saberes aprendidos na escola sejam significativos: porque são imprescindíveis para viver. Daí a necessidade da abertura do currículo para a experiência e o conhecimento existentes fora do contexto escolar.

Na vida estamos permanentemente formando sentidos e compartilhando-os com familiares, amigos, professores, colegas de escola e de trabalho. Também realizamos essa troca com escritores, compositores, cineastas, artistas em geral e até com os inúmeros interlocutores anônimos dos meios de comunicação de massa e do ciberespaço. Mas o que diferencia a situação de aprendizagem escolar das demais? Por que, apesar das muitas oportunidades de elaborar conhecimentos significativos, nenhuma substitui a que acontece na sala de aula?

Primeiro, porque na escola a construção dos saberes é deliberada. Tanto o professor quanto o projeto pedagógico têm uma intenção: existem objetivos a serem alcançados e por isso ocorre uma seleção do que vai ser ensinado e aprendido. Essa aprendizagem é também sistemática, pois se dá de acordo com a organização e a seqüência da metodologia de ensino escolhida pelo docente.

Segundo, porque a escola não pode se limitar a conectar o conhecimento com a experiência imediata e espontânea. Pode parecer contraditório, mas não é: cabe à educação, ao mesmo tempo ou no devido tempo, libertar o aluno do cotidiano, fazendo-o superar a experiência imediata para poder alcançar conhecimentos mais amplos e perenes — aqueles sistematizados nas ciências, nas artes e nas linguagens. São esses que, mobilizados, favorecem o enfrentamento das muitas tarefas da vida, do trabalho produtivo e o exercício da cidadania qualificada.

O terceiro ponto é que na escola incidem de forma direta e intencional os valores éticos, políticos e estéticos da comunidade, visando a mudança e a melhoria da sociedade em geral. Resumindo: conhecimentos significativos têm como ponto de partida a experiência do aluno, generalizam-se para permitir a apropriação e a compreensão mais ampla do mundo físico e social e aplicam-se de forma pertinente e duradoura às muitas práticas que configuram a vida humana.

Quando fazem sentido, os conhecimentos são facilmente aplicados, como se a pessoa tivesse nascido com eles. São tão bem apropriados que parecem fazer parte da gente naquilo que há de mais nuclear: o nosso coração. Aliás, esse é o sentido original da expressão "de cor" (do latim cuore, coração). Em inglês também se diz learn by heart, isto é, aprender pelo coração.

Contudo, o tempo fez com que "de cor" passasse a ser identificado com algo que é seu oposto, a nefasta "decoreba". É um exemplo da força que o processo de construção de sentidos tem. Fica aqui então um convite ao atrevido exercício de "ressignificar" — dar um outro sentido ou promover o retorno ao seu original. Nesse caso, seria voltar a dizer que o conhecimento significativo é aquele que se hospeda em nosso coração.

Guiomar Namo de Mello

Professores que não envelhecem...

 

Das poucas certezas que restam atualmente sobre o trabalho de educar, um princípio é incontestável: a capacitação do educador nunca é adquirida por completo, uma vez que ela jamais se esgota.

Certa feita, disse-me um professor que a única vantagem que se pode subtrair do Magistério é a de poder conviver com a potência e o frescor da infância e da juventude — esses instantes fugazes e extraordinários da condição humana. Para que seja possível autenticar um argumento como esse, exige-se uma certa disposição do espírito, para olhar com outros olhos aquilo que se vê todos os dias.

Na roda-viva das semanas e meses e anos letivos, é necessário, de quando em quando, tomar um certo distanciamento, contemplar o desenrolar dos acontecimentos cotidianos, prestar atenção em seus detalhes. E o que lá se verá?

De um lado, alguém lutando contra a impiedade do tempo, o inquilino de um posto sempre em obras, em reconstrução perene. De outro, uma massa de corpos jovens, composta de olhares, modos e decibéis alterados — matéria-prima que não envelhece, perpetuando-se ano após ano. Todos conhecem o enredo: os alunos se vão, o professor permanece.

Àquele que fica, faz-se enorme a tentação ao enraizamento e, portanto, à obsolescência. Porque ilhado no implacável deserto de sua solidão, só lhe restaria pregar e pregar. O monólogo surdo passa a ser a principal emboscada que aguarda os habitantes das salas de aula.

À medida que os alunos se apropriam do objeto de conhecimento ali disposto, o professor deixa de ter serventia. Condenado ao desterro permanente, ele terá de principiar sempre e sempre. Ao contrário de outras profissões, aqui não se vêem rastros factuais da obra docente. Restam-lhe apenas vestígios esparsos, testemunhos apenas — uma inscrição invisível na trajetória do outro.

Entretanto, uma senha secreta torna-se a chave para o bem viver docente, e poucos a sabem: furtar a jovialidade dos alunos, assenhorear-se de sua gana pela descoberta, sorver a seiva da vida que de lá emana irrefletidamente, vampirizá-los enfim. Eis o segredo da vitalidade do professor.

Por essa razão, trata-se, talvez, de uma das únicas profissões em que aposentadoria não há de fato. O ciclo nunca se fecha, o gesto professoral reinaugura-se sem cessar. No limite, retorna-se imediatamente ao ofício ou, então, dele se recorda com fervor. Se não, docência não houve.

Instigante profissão essa, cuja grandeza brota das vísceras do próprio hábito. A maioridade profissional, nesse caso, implica valer-se do que no ofício há de mais trágico: a impermanência da relação professor-aluno.

Porque aprenderam a desfrutar da brevidade dos encontros com seus fugidios companheiros de jornada, bons professores demoram mais para envelhecer. Outros não envelhecem, de certo modo. Todos conhecemos um ou outro exemplar desses seres fantásticos, excêntricos, estóicos, sôfregos e, mais que tudo, generosos.

Silenciosos, opacos, dispersos aleatoriamente na memória, eles resistem como fantasmas que nos guardam vida afora. Guardam nossos pensamentos, guardam algumas de nossas emoções mais sutis e, por isso mesmo, mais sofisticadas. Trata-se daquelas pessoas que, mesmo sem sabê-lo, nos ensinaram a ser quem somos. Aqueles que nos ensinaram a degustar o requinte da vida disposto num quadro-negro.

Furtar a jovialidade dos alunos, sorver a seiva da vida que de lá emana...
Eis o segredo da vitalidade do professor!

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